Dia dos Avós: “Proteção a famílias marcadas pelo feminicídio é prioridade”, defende André Moura

Pré-candidato ao Senado destaca a realidade de avós que assumem a criação dos netos em Sergipe e cobra rede multidisciplinar de apoio e punições mais severas aos criminosos

Neste Dia dos Avós (26 de julho), a data ganha um tom de responsabilidade social e enfrentamento à violência em milhares de lares brasileiros. Diante do avanço do feminicídio, avós têm assumido a criação dos netos após a perda trágica das filhas, transformando o luto em reconstrução familiar.

Em Sergipe, reportagens recentes expõem essa realidade e acompanham a análise, pelo INSS, dos pedidos da pensão especial destinada a órfãos de vítimas desse crime — benefício assegurado pela Lei nº 14.717/2023 e regulamentado pelo Decreto nº 12.636/2025. Para o pré-candidato ao Senado e presidente do União Brasil em Sergipe, ex-deputado federal André Moura, a atuação do Estado precisa ir além do aspecto punitivo e financeiro.

Avô recente — do pequeno José, de sete meses — André Moura destaca o compromisso de amparar essas famílias. “Nada compensa a perda de uma mãe, mas o Estado tem o dever de oferecer suporte aos órfãos, especialmente quando a responsabilidade do sustento e da criação recai sobre os avós, que precisam recomeçar a vida para cuidar dos netos”, afirma.

Embora reconheça a importância da pensão especial, o ex-parlamentar ressalta que o auxílio financeiro isolado não resolve o problema. André Moura defende uma rede integrada de amparo. “A garantia da pensão é um direito fundamental, mas essas crianças necessitam de acompanhamento psicológico contínuo, acesso prioritário à educação e suporte social às famílias acolhedoras”, pontua.

No campo penal, André sustenta que o Congresso Nacional deve promover mudanças capazes de impor punições proporcionais à gravidade do crime, incluindo o debate sobre a previsão legal de prisão perpétua para feminicidas mediante atualização constitucional.

Para André Moura, homenagear quem assume os cuidados dessas crianças exige ações concretas. “Os avós que cuidam das vítimas dessa tragédia são heróis silenciosos. Honrá-los significa construir um país onde nenhuma família precise passar por essa dor e onde os sobreviventes tenham todo o amparo necessário para reconstruir suas vidas”, conclui.