O presidente estadual do União Brasil em Sergipe e pré-candidato ao Senado, André Moura, manifestou-se favoravelmente ao fim da escala de trabalho 6×1, mas defendeu que eventuais mudanças na legislação sejam implementadas com responsabilidade e diálogo, de forma a evitar impactos negativos sobre pequenos negócios e a preservação dos empregos.
A PEC aprovada semana passada na Câmara, que acaba com a 6×1, terá prioridade no Semana a partir da próxima semana. Segundo André, a discussão sobre a jornada de trabalho não deve ser tratada sob uma perspectiva ideológica, mas como uma questão relacionada à qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.
“Quem trabalha seis dias por semana merece descanso. Isso não é pauta de esquerda nem de direita. É uma questão de dignidade”, afirmou.
De acordo com o pré-candidato, milhões de trabalhadores enfrentam longas jornadas de trabalho, deslocamentos demorados e pouco tempo para o convívio familiar e atividades pessoais.
“O trabalhador brasileiro que acorda cedo, enfrenta ônibus lotado na cidade ou passa o dia sob o sol no campo merece ter mais tempo para viver a própria vida, conviver com a família e cuidar de si”, declarou.
Pequenos negócios
Apesar de defender a redução da jornada, André Moura ressaltou que qualquer mudança precisa levar em consideração a realidade dos pequenos empreendedores, responsáveis por grande parte da geração de empregos formais no país.
Segundo ele, uma eventual alteração na legislação não pode resultar no fechamento de empresas de pequeno porte, como padarias, restaurantes familiares e pequenos estabelecimentos comerciais que operam com equipes reduzidas.
“Precisamos encontrar uma solução sem destruir o pequeno empresário, sem fechar a padaria do bairro, o restaurante familiar ou a pequena loja que emprega cinco, oito ou dez pessoas. A solução existe e passa pelo diálogo”, afirmou.
Para André, o debate deve buscar equilíbrio entre os interesses de empregados e empregadores, garantindo avanços para os trabalhadores sem comprometer a sustentabilidade dos negócios.
“Precisamos cuidar de quem tem carteira assinada e também de quem assina a carteira. O Brasil não precisa escolher um dos dois. Precisa dos dois”, concluiu.